domingo, 6 de novembro de 2016

Intolerância religiosa

  De fato o Brasil é o país das diferenças. Um país - continente, que habita mais de 200 milhões de pessoas, transformado esse território, em multicultural. Sendo assim, temos que ser uma nação laica, de forma que atribuindo, aceitando e respeitando as várias crenças, contribui, a princípio, para um sociedade melhor.
  Crenças vindas da Europa com os portugueses no século XVI e depois com outros estrangeiros do velho continente, implementaram o catolicismo aos "desalmados" índios. Tempo depois, os escravos vindos da África, trouxeram, junto com a tristeza de sair de onde não queriam, as suas crenças particulares. Assim foi na história de imigração e chegada de novos povos nesse país. Hoje, temos a liberdade de escolher no que acreditar, ou talvez nem acreditar em nada. O grande problema das diferenças, são as indiferenças criadas por parte da sociedade sem intervenção correta do governo.
  Temos uma pluralidade de religiões, católicos, evangélicos, judeus, mulçumanos, religiões afro - brasileiras e etc. Segundo a Secretaria dos Direitos Humanos, no período de janeiro de 2011 a junho de 2014, 238 denúncias foram realizadas devido a religião do denunciante. Em 2013, 20% das denúncias eram referentes as crenças ds origem africanas, um grande preconceito pelas formas dos rituais e adoração. Sendo assim, além de fazer o levantamento dos dados, a Secretária deve agir e elaborar programas em prol das diferenças religiosas. Começando de dentro dos poderes que regem o futuro da nação. Legislativo, Executivo e Judiciário devem ser exemplos de isenção e respeito religioso. A cada poder, o dever de criar leis de proteção as diferenças, executá - las e jugá - las para um bom convívio social.
  Na era da informação, os veículos de imprensa são fundamentais em mostrar as variadas tradições, com um papel de utilidade pública. Por parte da sociedade em geral, o direito de expressar e executar sua fé deve ser garantido, assim como nós temos o dever, de no mínimo, respeitar no que o outro crê. Depois do mínimo, temos que conhecer um pouco das diferenças de fé divina, que também é a diferença de outras culturas.
  Portanto, ter uma atitude de alteridade, colocando - se no lugar do outro, aumenta a possibilidade de uma sociedade de convívio harmônico, sabendo aceitar os rituais, os hábitos de uma fé distinta. Somos parte da era da informação, basta buscarmos o que é verdade e tirar o preconceito comum adquirido pelos outros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário