terça-feira, 30 de agosto de 2016

O divórcio do Brasil

   O divórcio não é sempre algo bom e satisfatório para os lados envolvidos. Os maiores prejudicados são os filhos, caso os tenha. O nosso país passa por uma situação semelhante com a briga partidária e o processo de impeachment.
  Pelos números divulgados pelo IBGE, somos mais de 205 milhões de pessoas nesse imenso território. Esse é o número de filhos que estão desamparados pela briga de Vossas Excelências, que estão fazendo mais um espetáculo vergonhoso do que algo produtivo.  Em um dos dias mais importantes da História brasileira, o Senado ouviu, questionou a Presidenta afastada Dilma  Rousseff. Nessa mesma data, um fato que chocou a internet, foi a divulgação do divórcio do casal William Bonner e Fátima Bernardes. O fato do casal, que por anos ocupou a bancada do telejornal mais importante, ter se separado, chamou mais a atenção de grande parcela da população, mais do que a sessão do impeachment.
  Sabemos que é cultural do brasileiro, não gostar de política, não estar a par de quem o representa e define o seu futuro. Aquela velha máxima que votar não muda nada, continua assombrando os eleitores. Deveríamos ser 205 milhões em ação, em busca de nossos direitos, pois quem está no poder deve representar aquilo que queremos é precisamos. Nada vale alguém com terno e gravata e um belo discurso popular, para na hora H, fazer o que é de interesse minoritário.
  As classes dominantes, com seu olhar egoísta e aproveitador, utiliza da boa fé e simplicidade das classes "inferiores", para continuar o ciclo da vida burguesa, em que o rico cada vez fica mais rico e o pobre fica mais pobre.
  Independentemente da sua opinião e posição política, saiba que caso não seja burguês, irá continuar na situação precária, indo daí para pior. Do mesmo jeito que filho de país divorciados, nunca terá a mesma vida que um lar com o pai e mãe juntos e em clima harmonioso.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

O apoio de quem não apoia

   Há anos o futebol feminino vem ganhando espaço no esporte mundial, porém até onde podemos afirmar que elas são melhores que o coletivo masculino? Por mais habilidades individuais que tenham, falta melhorias para uma aceitação maior às mulheres.
   O preconceito contra a mulher ainda existe, mas elas vem ganhando espaço em todos os setores, ainda mesmos com as diferenças colocadas. Se uma mulher em muitos lugares recebem menos que o homem ganha de salário, exercendo a mesma função, imagina no esporte rotulado para homens. Nesse momento olímpico, a hipocrisia aumenta. Temos a ideia de sermos fãs de todos os esportes em que os brasileiros disputam, e quando não ganham o ouro, temos a audácia de falar que o atleta, que não tem nenhum incentivo, é ruim. A forma mais clara de acompanhar isso, é o apoio do povo brasileiro ao futebol das mulheres, no momento em que a seleção masculina vive, realmente, uma fase deprimente.
Após os dois empates sem gols, contra África do Sul e Iraque, ficou escancarado que a fase é péssima para os homens. Porém, aquele que nunca acompanha e em apoia a seleção feminina, vira a chave e endeusa essas meninas, para derrubar mais a moral masculina. Sinceramente, deveríamos apoiar essas mulheres. Mais ainda, o apoio seria para mudar as medidas do gramado e traves. Essas mudanças viriam para colocar agilidade, pois a parte física entre homens e mulheres existem, é nessa hora que deve aparecer diferenças para o bem.
Precisam mesmo de apoio
Um dos motivos que o futebol delas tem baixo acompanhamento, é que o jogo é demorado, quando um time tem melhores condições técnicas e principalmente físicas, sobressaem devido ganharem nessa parte fundamental. Diminuir as traves, será uma evolução para as moças. Sempre vemos que as goleiras são menos ágeis em comparação aos homens, facilitando o gol, e transparecendo um esporte fácil de disputar.
Portanto, para que aconteça um avanço das mulheres, deve se tratar a o futebol desse gênero, da forma realista, para que seu apoio, sua torcida aconteça por gosto próprio e não por descontentamento com os homens, que estão muito mal e com dificuldade de voltar a ter apoio dos brasileiros.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ouro, que vale mais do que dinheiro!

Às vezes a vida nos dá a chance de dar a volta por cima. Para isso preciso muita luta e concentração, levantar do chão e tentar chegar aos céus.
Hoje tivemos a experiência de ver uma pessoa chegar ao momento ápice de sua vida, após capítulo difícil na vida de um ser humano. 
Rafaela Silva, judoca brasileira, passou por uma complicada situação nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Após tentar ganhar com um golpe irregular, foi desclassificada, e nesse momento foi que começou o pesadelo. Os valentões da internet, que utilizam uma ferramenta importante, para demonstrar sua falta de consciência, utilizando de comentários e opiniões racistas e preconceituosas, usaram na época a internet para denegrir a pessoa e a imagem da atleta brasileira. Com isso, seu psicológico foi prejudicado, chegando à beira de desistir da carreira. Com o incentivo da família, voltou aos treinos, e na trajetória até os Jogos do Rio, lutou para superar o passado difícil.
Na segunda, dia 08/07/16, ficou marcado para o Brasil, o dia do primeiro ouro dentro de casa. Para o esporte algo gigantesco, já para a atleta, o ápice da vida. 
Enquanto o futebol, milionário, não consegue vencer os fracos adversários, mesmo tendo todos os mimos possível, e quem menos tem incentivo e muitos obstáculos, chega ao lugar mais alto do pódio. 
Para a pessoa Rafaela, o resultado significa uma ascensão moral enorme. Como atleta também é uma ascensão, porém sabemos que o Judô, assim como outros esportes, não tem a mídia e com isso, não há incentivo financeiro, fazendo que esse momento enorme seja, infelizmente, breve.