domingo, 12 de março de 2017

Criminalidade I Osasco

  Ter qualidade de vida é poder ter sossego, um lar, tranquilidade e etc. Você estar em casa e andar pelo bairro onde mora para aproveitar o espaço em que vive, deve ser sempre uma atividade simples e calma. Mas será que o morador de Osasco está podendo percorrer pela cidade sem medo? Pelo que sei a resposta é não. Há muito tempo a insegurança aumenta de forma inacreditável e sem chance de justiça.
  Sou morador da cidade. Claro, como em outra qualquer grande cidade urbana, tem os seus problemas sociais nas diversas áreas, como saúde, educação, transporte e segurança. Atualmente, o tema mais comentado para quem anda pelas ruas do município, sempre é o caso de um assalto. Ou você foi vitima, ou um conhecido. Um site de estatísticas (ondefuiroubado.com.br) mostra os números detalhados sobre os casos de violência, onde as próprias vitimas registram o ocorrido para divulgação. Segundo o portal, Osasco é a 17ª cidade com maior registro de delitos no país. Roubo e furto aparecem com maior índice, com 352 e 116 casos respectivamente. Celular é o campeão de registros com 478 casos. 66% dos delitos ocorrem no período da noite. Pelos bens perdidos, calcula - se uma perda de R$ 2.478,834, 94. Esses números são só aqueles de pessoas que entraram para registrar, há mais casos não identificados. Somente 58,7% dos internautas fizeram Boletim de Ocorrência. Não podemos esquecer dos assaltos por motociclistas. Um dos maiores medos dos pedestres é ser abordado por uma pessoa na moto. Nessa semana, presenciei três casos. Primeiro fui assaltado, perdi meu celular. Um vizinho teve o carro furtado em frente a sua casa. Por último, uma moça que estava indo trabalhar, foi abordada e também teve o celular roubado. 

  Não é novidade para ninguém a verdadeira realidade. A marginalidade toma conta das ruas, deixando os cidadãos apreensivos de sair de suas casas. Ir trabalhar já é uma tarefa difícil para muitos com sua rotina, e agora deve - se que se preocupar em não perder um bem, ou o maior bem, a sua vida. Sabemos pelos casos expostos na mídia: Ladrão não tem dó. Não entregou o que quer, tira a vida. Temos que sair com o dinheiro para o ladrão. A vida não está fácil economicamente, e alguns optam pelo lado mais fácil e errado. Desde que se formou a urbanização, os problemas aumentaram junto com os benefícios. Lidar com a bandidagem é tarefa árdua para a polícia e todo o Governo. Porém, eles devem mostrar mais combate ao crime. Outro problema é a justiça nacional que facilita a vida do delinquente. 
  O novo prefeito Rogério Lins têm um grande desafio em seu mandato. Mudar o que acontece nas ruas, colocar a GCM para ser mais atuante, principalmente em locais públicos, devem ser uma das prioridades. Iluminar as ruas para diminuir a sensação de insegurança ajuda muito, inclusive para as mulheres na volta de seu trabalho/estudo. Do lado do cidadão, tente se precaver. É chato dizer que temos ter cuidado, mas é melhor do que ser surpreendido. Tomara que o osasquense possa ter uma vida mais tranquila ao andar pela sua própria cidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Futebol de verdade

  Na última quinta - feira, 19, tive a oportunidade de acompanhar a partida entre Juventus x Bragantino pela Copa SP. O local do jogo foi na romântica rua Javari. Sem dúvidas, ali respirava futebol, havia amor incondicional ao clube e a magia que envolve esse esporte. Foram mais de 90 minutos de experiência única, com famílias e jovens embaixo de chuva com o mesmo intuito, torcer.
  Era as quartas de final do torneio. Uma campanha esplendorosa o time juventino estava fazendo até ali. Os bons momentos pairavam o bairro italiano de São Paulo. Gerações unidas para celebrar o bom momento há tempos não vivenciado. Bom, com virou cotidiano na capital paulista, caiu uma chuva torrencial, mas isso não desencorajou a presença dos torcedores. Quase 5 mil pessoas, capacidade máxima, ocuparam o estádio para ver o Juventus jogar. E valeu a pena.
  Um começo de jogo a favor dos visitantes, o time de Bragança veio para cima e conseguiu um pênalti após pressão na área de ataque. Nesse momento aquelas arquibancadas iriam enfervecer. Bruno Oliveira foi o responsável de cobrar a penalidade e Vitor Omena a esperança juventina. Energias da arquibancada foi crucial e deu Vitor na defesa. Aí o sonho de classificação aumentou. No segundo tempo, Cesinha, foi o cara a balançar a rede depois de bate rebate. Tive a sorte de estar atrás do gol em que o placar foi mudado. Isso é futebol. Depois do gol, foi pressão alvi negra, mas deu o time da cada. Boa Moleque Travesso!
Comemoração do gol Juventino
  Destaque positivo para as famílias presentes, com muitas crianças com camisas grenás. O estádio é pequeno, torcedor fica ao lado do campo. A equipe de arbitragem tem seu vestiário junto ao público, para entrar e sair é aberto um corredor de ferro para não ter o contato físico, placar manual, torcida unida e comprometida. Depois do jogo, deve - se comemorar o triunfo degustando o verdadeiro Cannoli do Juventus, delicioso doce mooquense.  

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ei, você aí!

  Um furacão chegou aos Estados Unidos da América. Geralmente batizado com nome de mulher, dessa vez o nome é Donald Trump. Mas que diabos esse cara tem de bom ou ruim? E mais, o que nós, pobres latinos, temos com isso tudo?! Pode ter certeza, temos com o que se preocupar.
  Um fenômeno mundial está acontecendo. As pessoas estão descrentes com a política e muito mais com os políticos. Assim como no Brasil, o número de abstenções aumentou, em solo estadunidense também. Em entrevistas, os próprios americanos, sem a obrigatoriedade do voto, não tinham esperança em Hillary Clinton ou Donald Trump. Nessa condição, o "vencedor" tem o duro trabalho de governar com a rejeição das abstenções e do eleitores de oposição. Situação semelhante aqui no Brasil, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, com a eleição do Crivella.
  Além da situação dos votos, o mundo ficou assustado com a eleição do republicano. Com uma campanha marcada por grande troca de farpas e proposta distintas, o conservador venceu. A proposta de fechar o país economicamente, assusta o mundo, já que a econômica americana é a que dita o ritmo. Países como Brasil, dependentes da exportação aos americanos, vai perder grande fonte de renda, caso seja possível a mesma facilidade de troca comercial. Agora cada um que se vire dentro do seu quintal.
  Na questão dos imigrantes, Trump foi bem claro que não está na corrente de permitir a legalização daqueles já em seu território. A política de segurança pode mudar, tendo em vista em barrar aqueles considerados inimigos do Estado e da ordem. Não queira você ir a Disney de barba. Muito menos falando algo parecido com árabe. Tempo de mudança está só começando.
  Muitos brasileiros, ironicamente, disseram nas redes sociais que o americano não soube votar. Imagina um gringo lendo isso, e verificando os políticos eleitos desde a câmera dos vereadores até Brasília?! O mundo em alerta geral. Quem tem um pouco de consciência, sabe que algo vai mudar, lá e cá. Política - com a licença poética e popular - é foda. Vamos ver se o adjetivo será positivo ou negativo.

domingo, 6 de novembro de 2016

Intolerância religiosa

  De fato o Brasil é o país das diferenças. Um país - continente, que habita mais de 200 milhões de pessoas, transformado esse território, em multicultural. Sendo assim, temos que ser uma nação laica, de forma que atribuindo, aceitando e respeitando as várias crenças, contribui, a princípio, para um sociedade melhor.
  Crenças vindas da Europa com os portugueses no século XVI e depois com outros estrangeiros do velho continente, implementaram o catolicismo aos "desalmados" índios. Tempo depois, os escravos vindos da África, trouxeram, junto com a tristeza de sair de onde não queriam, as suas crenças particulares. Assim foi na história de imigração e chegada de novos povos nesse país. Hoje, temos a liberdade de escolher no que acreditar, ou talvez nem acreditar em nada. O grande problema das diferenças, são as indiferenças criadas por parte da sociedade sem intervenção correta do governo.
  Temos uma pluralidade de religiões, católicos, evangélicos, judeus, mulçumanos, religiões afro - brasileiras e etc. Segundo a Secretaria dos Direitos Humanos, no período de janeiro de 2011 a junho de 2014, 238 denúncias foram realizadas devido a religião do denunciante. Em 2013, 20% das denúncias eram referentes as crenças ds origem africanas, um grande preconceito pelas formas dos rituais e adoração. Sendo assim, além de fazer o levantamento dos dados, a Secretária deve agir e elaborar programas em prol das diferenças religiosas. Começando de dentro dos poderes que regem o futuro da nação. Legislativo, Executivo e Judiciário devem ser exemplos de isenção e respeito religioso. A cada poder, o dever de criar leis de proteção as diferenças, executá - las e jugá - las para um bom convívio social.
  Na era da informação, os veículos de imprensa são fundamentais em mostrar as variadas tradições, com um papel de utilidade pública. Por parte da sociedade em geral, o direito de expressar e executar sua fé deve ser garantido, assim como nós temos o dever, de no mínimo, respeitar no que o outro crê. Depois do mínimo, temos que conhecer um pouco das diferenças de fé divina, que também é a diferença de outras culturas.
  Portanto, ter uma atitude de alteridade, colocando - se no lugar do outro, aumenta a possibilidade de uma sociedade de convívio harmônico, sabendo aceitar os rituais, os hábitos de uma fé distinta. Somos parte da era da informação, basta buscarmos o que é verdade e tirar o preconceito comum adquirido pelos outros.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O governo da cigarra

  Em 3 mandatos e meio ou 14 anos do governo PT à frente do nosso país, não podemos negar que foram um dos melhores anos para todas as classes de nossa sociedade. Um momento de melhora na economia gerando qualidade de vida para os brasileiros. Um grande erro do governo, foi não se preparar para dias ruins.
  Fazendo uma analogia a fábula da cigarra e da formiga, o Brasil estava no verão, e o PT e seus aliados decidiram seguir a vida da cigarra. Os tempos foram bons, entretanto era nesse momento que um bom comandante interviria para trabalhar de uma forma que se instalasse uma crise, não seria tão grande para o povo.   
    A saída da presidente Dilma, foi ocasionada pelo fato citado acima e por falta de apoio político, desaprovação popular e crise financeira. Ninguém segue no poder sem apoio das bases governamentais, muito menos quando a crise é financeira. Para o povo, além do mau momento na economia, gerando desemprego, resta a lição de escolher seus representantes com consciência, já que é o futuro do país.
  O inverno chegou sem dó e piedade. Todos os habitantes desse país, que trabalha de forma honesta, sofre com o momento econômico. Há especialista que acredita numa melhora em um prazo curto. Outros já não são otimistas, prevendo um longo tempo frio. O certo que mais de 12 milhões de pessoas estão desempregadas. O Governo atual tem muito o que consertar, e sabem muito bem o que está errado, já que até outro dia estava na situação, fazendo parte do Governo Dilma.
  Sem partidarismo e com pensamento na melhora para o nosso povo, é um momento de refletir e trabalhar para um futuro melhor. Com as informações na ponta dos dedos, devemos transforma - lá em conhecimento para as questões políticas, já que é um direito e dever de cidadão. Esperamos por um próximo verão quente e longo.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O divórcio do Brasil

   O divórcio não é sempre algo bom e satisfatório para os lados envolvidos. Os maiores prejudicados são os filhos, caso os tenha. O nosso país passa por uma situação semelhante com a briga partidária e o processo de impeachment.
  Pelos números divulgados pelo IBGE, somos mais de 205 milhões de pessoas nesse imenso território. Esse é o número de filhos que estão desamparados pela briga de Vossas Excelências, que estão fazendo mais um espetáculo vergonhoso do que algo produtivo.  Em um dos dias mais importantes da História brasileira, o Senado ouviu, questionou a Presidenta afastada Dilma  Rousseff. Nessa mesma data, um fato que chocou a internet, foi a divulgação do divórcio do casal William Bonner e Fátima Bernardes. O fato do casal, que por anos ocupou a bancada do telejornal mais importante, ter se separado, chamou mais a atenção de grande parcela da população, mais do que a sessão do impeachment.
  Sabemos que é cultural do brasileiro, não gostar de política, não estar a par de quem o representa e define o seu futuro. Aquela velha máxima que votar não muda nada, continua assombrando os eleitores. Deveríamos ser 205 milhões em ação, em busca de nossos direitos, pois quem está no poder deve representar aquilo que queremos é precisamos. Nada vale alguém com terno e gravata e um belo discurso popular, para na hora H, fazer o que é de interesse minoritário.
  As classes dominantes, com seu olhar egoísta e aproveitador, utiliza da boa fé e simplicidade das classes "inferiores", para continuar o ciclo da vida burguesa, em que o rico cada vez fica mais rico e o pobre fica mais pobre.
  Independentemente da sua opinião e posição política, saiba que caso não seja burguês, irá continuar na situação precária, indo daí para pior. Do mesmo jeito que filho de país divorciados, nunca terá a mesma vida que um lar com o pai e mãe juntos e em clima harmonioso.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

O apoio de quem não apoia

   Há anos o futebol feminino vem ganhando espaço no esporte mundial, porém até onde podemos afirmar que elas são melhores que o coletivo masculino? Por mais habilidades individuais que tenham, falta melhorias para uma aceitação maior às mulheres.
   O preconceito contra a mulher ainda existe, mas elas vem ganhando espaço em todos os setores, ainda mesmos com as diferenças colocadas. Se uma mulher em muitos lugares recebem menos que o homem ganha de salário, exercendo a mesma função, imagina no esporte rotulado para homens. Nesse momento olímpico, a hipocrisia aumenta. Temos a ideia de sermos fãs de todos os esportes em que os brasileiros disputam, e quando não ganham o ouro, temos a audácia de falar que o atleta, que não tem nenhum incentivo, é ruim. A forma mais clara de acompanhar isso, é o apoio do povo brasileiro ao futebol das mulheres, no momento em que a seleção masculina vive, realmente, uma fase deprimente.
Após os dois empates sem gols, contra África do Sul e Iraque, ficou escancarado que a fase é péssima para os homens. Porém, aquele que nunca acompanha e em apoia a seleção feminina, vira a chave e endeusa essas meninas, para derrubar mais a moral masculina. Sinceramente, deveríamos apoiar essas mulheres. Mais ainda, o apoio seria para mudar as medidas do gramado e traves. Essas mudanças viriam para colocar agilidade, pois a parte física entre homens e mulheres existem, é nessa hora que deve aparecer diferenças para o bem.
Precisam mesmo de apoio
Um dos motivos que o futebol delas tem baixo acompanhamento, é que o jogo é demorado, quando um time tem melhores condições técnicas e principalmente físicas, sobressaem devido ganharem nessa parte fundamental. Diminuir as traves, será uma evolução para as moças. Sempre vemos que as goleiras são menos ágeis em comparação aos homens, facilitando o gol, e transparecendo um esporte fácil de disputar.
Portanto, para que aconteça um avanço das mulheres, deve se tratar a o futebol desse gênero, da forma realista, para que seu apoio, sua torcida aconteça por gosto próprio e não por descontentamento com os homens, que estão muito mal e com dificuldade de voltar a ter apoio dos brasileiros.